quarta-feira, abril 07, 2010

À frente do espelho:

1- Depois da decisão, ainda me estou a habituar à franja. Como sempre, o perfeccionismo leva-me a olhar, a olhar novamente, e ver que o corte ficou torto. Provavelmente vou usar a tesoura para tratar dos defeitos.

2- Dizem e eu acredito: estou a engordar. É deveras estranho engordar sobretudo nesta fase complicada a nível da ingestão de alimentos, mas fico contente e quem me tem visto nos últimos meses percebe bem o motivo.

Etiquetas:

domingo, março 28, 2010

Tudo

Ultimamente, não sei por onde começar e como acabar quando escrevo. É-me tão estranho, ao contrário do que era antigamente, expressar com exactidão o que sinto. Traumatizei-me e fechei-me. Mas, hoje decidi tentar novamente porque preciso de expelir muito do que se tem armazenado.
Não tem sido fácil sobreviver, quanto mais viver. O pilar saúde está fragilizado: os últimos diagnósticos incluiram a expressão «doença crónica» e continuam a ser realizados exames complementares porque, definitivamente, eu não me sinto bem. A psicossomática, que já pôde ser por mim própria considerada a origem há meses atrás, agora não explica tudo. Prefiro não enumerar os problemas aqui, como não o faço perante a maioria das pessoas, apenas vou declarar que vão desde as dores musculares até ao deficiente funcionamento do sistema imunitário, do qual o oportunista herpes se serve. Alturas são estas em que somos levados quase espontaneamente a denunciar a revolta através da famosa frase: "Tudo me acontece."
O tudo, é mesmo isto: não bastasse a saúde, os obstáculos também se encontram a outros níveis. Não quero sequer abordar os aspectos materiais e profissionais. As pessoas são o que mais me importa, porém, para algumas pessoas pareço não importar nada e é esta falta de reciprocidade que me entristece. Além disso, muita gente não consegue imaginar o sofrimento e a solidão com os quais me debato desde o acordar até ao sonhar. A alienação pode ser tão dolorosa!
Estou emocionalmente debilitada e vários aspectos são contribuintes para tal. Novamente, desde o insucesso de relacionamentos, a ausência do apoio da família e dos amigos de outrora, até ao afastamento indecentemente inexplicável de pessoas que me são muito queridas, um conjunto numerável de situações desagradáveis que só me levam às lágrimas. Não perceber PORQUÊ custa mais do que tudo o resto.

Etiquetas: ,

sexta-feira, março 05, 2010

Cruelty kills devotion

"Like a pill
Like a pill these dreams
Like a pill
Kill almost everything

Like a drop in the ocean
Life's a drop in the ocean
Like a pill it's all the same"

Accept the pain, Paradise Lost, album Paradise Lost, 2005.

Não sei se vou conseguir aceitar. Há dias que carrego uma raiva tão grande que seria, talvez, capaz de matar sob o seu comando.

Etiquetas: ,

sábado, fevereiro 07, 2009

Actualização

Desde o último post: completei mais um aniversário, mudámos de ano, o Sr. Bush deixou a cadeira da Presidência (final e felizmente), parti o ferro de engomar, comprei um novo telemóvel (fui obrigada), decidi começar a correr e o resto parece continuar na mesma. Aliás, o resto continua na mesma excluindo a sensação de medo permanente que aumentou drasticamente. Medo de quê? Medo de tudo e de todos, medo até da sombra. Os tempos de crise económica e financeira não só levam ao aumento da insegurança pública e laboral, do desemprego e da criminalidade como ao aumento dos desequilíbrios mentais e esses podem ser irreversíveis. O dinheiro, e agora a falta dele, transforma muitos seres humanos. Tenho assistido. Watch your back!


Etiquetas: